AUTOMOBILISMO: Médico decreta. Se Schumacher sobreviver ele não será mais Schumacher.

Um fâ na porta do Hospital onde o piloto está internado
O estado de saúde do heptacampeão mundial de Fórmula 1, Michael Schumacher, é estável, quase três semanas depois de um grave acidente sofrido nos Alpes franceses, que obrigam os médicos a manterem o alemão em coma induzido, informou na última sexta-feira a agente Sabine Kehm.
"A família de Michael tem total confiança na equipe médica e está muito satisfeita com seu trabalho", disse a porta-voz.
Porém, a situação do piloto é um pouco mais complicada quanto às sequelas que ele deverá enfrentar caso sobreviva. 
Segundo reportagem publicada pelo jornal britânico The Times, Schumacher deverá lidar com algumas limitações.
O médico Richard Greenwood afirmou que sequelas como perda de memória, problemas cognitivos, paralisia, perda de equiíbrio e epilepsia (ou até mesmo a morte) deverão surgir. "Se Schumacher sobreviver, ele não será mais Schumacher. Ele será outra pessoa", disse Greenwood.
Ainda, segundo o jornal inglês Huffington Post, a revista alemã Focus ouviu alguns especialistas, que temem que o piloto "fique em coma para sempre".
 O alemão Bild também ouviu médicos da França, que concordam com o temor e disseram que a "situação do piloto é tão grave que não existem planos para acordá-lo".
O neurologista e especialista Gereon Fink, em entrevista ao jornal inglês Daily Mail, afirmou que "dependendo de onde o sangramento ocorreu pode levar à paralisia unilateral, distúrbios da fala ou alterações na personalidade".
Schumacher, que completou 45 anos no dia 3, já internado no hospital de Grenoble, na França, tem lesões cranianas difusas e sérias, desde 29 de dezembro, quando bateu a cabeça contra uma rocha, enquanto esquiava na estação de Méribel.

O alemão foi submetido a duas neurocirurgias logo em seguida ao acidente e teve ligeira melhora desde então, mas é mantido em coma para que a recuperação seja facilitada, segundo os médicos.

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