FUTEBOL BRASILEIRO: Ex-atacante Marinho luta contra alcoolismo com a ajuda do Bangu.

Marinho trabalha hoje como auxiliar técnico no clube que o revolou
RIO DE JANEIRO - Mario José dos Reis Emiliano, o Marinho, fez história pelo Bangu, sendo o destaque do Brasileiro de 1985 e o último jogador do clube a ser convocado para a seleção brasileira. 
Hoje ele caminha com tranquilidade pelas ruas do bairro da Zona Oeste carioca. É querido no bairro, mas, aos 58 anos, está irreconhecível para alguns. 

E as boas lembranças estão apenas na frágil memória, em meio as dificuldades atuais Mario José dos Reis Emiliano, o Marinho, fez história pelo Bangu, sendo o destaque do Brasileiro de 1985 e o último jogador do clube a ser convocado para a seleção brasileira.

Hoje ele caminha com tranquilidade pelas ruas do bairro da Zona Oeste carioca. É querido no bairro, mas, aos 58 anos, está irreconhecível para alguns. E as boas lembranças estão apenas na frágil memória, em meio as dificuldades atuais - Foi aí que me perdi um pouco, porque acabei de dar entrevista e ele estava sentado o tempo todo no meu colo. 

Até hoje tenho um pouco de trauma daquilo. Quando estava com o pessoal no portão, perguntam: cadê o Marlon? Falei: deixei ele aí. 

Procuramos em tudo, e ele já estava um tanto debaixo d'água. E aí tive de pular, estava com a perna engessada. Quase que eu salvo ele...
O ex-jogador da seleção nas ruas de Bangu
A morte do filho fez Marinho se afundar ainda mais. Ele usou cocaína, perdeu a família e até hoje luta para se livrar do álcool.

- Os "amigos" que você acha que são amigos só te levam para furada, e aproveita que você tem dinheiro e está querendo beber porque teve uma perda. 

E isso aí foi uma bola de neve, vai daqui, dali, quando fui olhar para mim mesmo já tinha perdido tudo, filho, mulher, tudo por causa do álcool. Eu tinha bons carros, agora ando a pé - contou Marinho ao “SporTV News”. 

Ele perdeu absolutamente tudo, e quase foi morar em uma praça do bairro de Bangu.
- Um dia cheguei a um ponto que pensei: vou acabar ficando nessa praça da Guilherme mesmo, vou dormir aí mesmo - revelou.

Depois de vários casamentos, ele hoje está sozinho. E após tantas dificuldades, alerta os mais jovens, mas também não se dá por vencido.

- Vou ficar aqui mesmo (em Moça Bonita), só a consideração que eles têm por mim aqui ganho muito mais. Estou jogando no ventilador para os jogadores que estão começando agora. 

Marinho com o galinho na seleção nos anos 80.
Quem pensa que o dinheiro não acaba, acaba sim, e rapidinho. Vai muito rápido. Mas ainda tem tempo para recuperar muita coisa, e vou recuperar, porque sou guerreiro e graças a Deus o que eu preciso ele me dá. Ele já me dando saúde, o resto é comigo. Sempre vou ganhar o jogo.

Fonte: Sportvnews

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