BRASILEIRO DA SÉRIE B: Jonas é o volante mais desejado do Brasil e custa R$ 2 milhões

JONAS EM AÇÃO CONTRA O AVAÍ NO PELA SÉRIE B NACIONAL
SÃO PAULO - Segundo o site ESPN.com.br., o Piauiense, Jonas Gomes de Sousa, de 1,80 m, com 79 kg, é o volante mais desejado do futebol Brasileiro na atualidade. O atleta tem contrato com o Sampaio Corrêa (MA) e sua multa rescisória é de R$ 2 milhões. Quatro dos 12 principais clubes do país querem contar com Jonas em seu elenco. Cruzeiro, Corinthians, Flamengo e Fluminense têm interesse no atleta que completou 23 anos no último dia 8.
"Nós já recebemos propostas oficiais de dois clubes", disse o empresário do atleta, Eduardo Maluf, em entrevista ao ESPN.com.br. "E mais um deve formalizar (proposta) ainda esta semana", acrescentou.
Jonas chamou atenção dos quatro gigantes da Série A nacional, pela sua entrega dentro de campo. Primeiro volante de origem, ele é o maior 'ladrão' de bolas do Sampaio na Série B, com 4,3 desarmes certos por partida, segundo estatísticas da Footstats.
Em números absolutos, ele é o segundo neste quesito, com 98 roubadas de bola corretas, só perde para Sandro Manoel, do Santa Cruz, que tem 101, mas uma média menor: 3,6 por jogo.
"Minha função, como primeiro volante, é a roubada de bola. Fico encarregado da marcação do meia-atacante de lado do campo", explicou.
O piauiense também chega junto, mas sabe dosar a força, afinal, é o quinto que mais cometeu faltas na segunda divisão, 62, uma média de 2,7 por jogo, mas até agora não recebeu nenhum cartão vermelho - são sete amarelos. Regular, participou de 23 das 29 partidas do time.
Embora sua missão natural seja a de apenas entregar a bola após roubá-la, o que gera muitos passes curtos, teoricamente mais fáceis, Jonas também não compromete. Dos 509 que deu até agora, acertou 473, um aproveitamento de 92,9%.
Jonas ainda não marcou na segundona. "Venho buscando isso desde o primeiro jogo, contra o Paraná Clube, e estou tentando, tenho chegado com frequência na frente e batido faltas", afirmou.
A VIRADA DO EVANGÉLICO E FILHO DE PEDREIRO 

"Eu comecei na escolinha do Zé Nunes, aí fui para a base do Fluminense (PI)", disse o volante, que iniciou a carreira profissional no Piauí e depois foi para o Comercial, ambos de seu estado natal.
A virada começou justamente no Comercial. Era o dia 7 de março de 2012, e o jogo de ida da primeira fase da Copa do Brasil contra o Fortaleza, sua equipe acabou com derrota por 3 a 2, mas Jonas teve o que comemorar.
"Como para todo jogador, o começo foi difícil, e o futebol no Piauí não tem muita valorização, mas graças a Deus fiz um gol contra o Fortaleza... E a partir dali começaram a aparecer algumas coisas. Fiz um gol de fora da área, e o presidente Sérgio Frota disse que me queria no Sampaio Corrêa", explicou.
Naquele mesmo ano, foi para o time de São Luís, que sagrou-se campeão da Série D e, em 2013, conseguiu outro acesso, agora para a Série B. Ir à elite está mais difícil: o time é nono colocado, com 43 pontos, oito a menos que o Joinville-SC, hoje o último que garantiria o acesso.
Como tantos outros atletas do futebol brasileiro, Jonas abandonou a escola antes de terminar o ensino médio.
"Venho de família humilde, meu pai (Francisco) é pedreiro em Teresina (capital do Piauí), e minha mãe é dona de casa mesmo. Chegou uma hora que tive que escolher entre o futebol e a escola, aí arrisquei, né, disse o volante" 
FONTE: ESPN.com.br.

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