COPA AMÉRICA 2015: Argentina atropela o Paraguai por 6 a 1 e fará a decisão contra Chile.

MESSI NÃO MARCOU, MAS DEU ASSISTÊNCIAS PARA QUATRO GOLS
CONCEPCIÓN - A Argentina será o adversário do Chile na final da Copa América 2015, competição que está sendo realizada em território chileno. A vaga na decisão foi garantida na noite desta terça-feira (30/6), no Estádio Collao, em Concepcion, após a equipe capitaneada pelo craque Leonel Messi atropelar o Paraguai por 6 a 1, fora o baile. Paraguai, que havia eliminado o Brasil nas cobranças por pênaltis nas quartas de final.

Os gols da goleada argentina foram marcados por Rojo, Pastore, Di Maria (duas vezes), Aguero e Higuaín. Barrios fez o gol de honra dos paraguaios.

O triunfo por goleada sobre a equipe paraguaia colocou os argentinos muito perto de quebrar o jejum de 22 anos sem ganhar a competição. A última conquista da Argentina aconteceu na Copa América do Equador, realizada em 1993.

A final entre Chile e Argentina será realizada no próximo sábado (4/7), às 17h, no Estádio Nacional, em Santiago. Um dia antes, (sexta-feira (3/7), às 20h30, Peru e Paraguai disputam o terceiro lugar, no Estádio Collao, em Concepción.


A Argentina começou a partida buscando mais o ataque, enquanto o Paraguai se organizou para defender e contragolpear. A primeira chance da partida foi dos paraguaios, quando Haedo Valdez recebeu na área e ajeitou de cabeça para Roque Santa Cruz, mas, mesmo com liberdade, o experiente atacante finalizou para fora.

A partir daí, a equipe de Tata Martino passou a criar mais chances na frente. Aos dez, Zabaleta cruzou da direita para Pastore, que finalizou com liberdade, mas muito fraco, nas mãos do goleiro Villar. O jogo esquentou um pouco em seguida, e Sandro Meira Ricci distribuiu três cartões amarelos, para o paraguaio Cáceres e também para os argentinos Rojo e Biglia.

Porém, aos 14, a Argentina abriu o placar. Messi bateu falta de longe para a área e, depois de disputa pelo alto, Rojo ficou com a bola no chão, girando para chutar para a rede. Pouco depois, Messi puxou contra-ataque pela direita, limpou a marcação e inverteu na esquerda para Pastore, que chutou rasteiro, em defesa do goleiro.

Como se não bastasse o placar adverso, o Paraguai ainda perdeu um titular, pois González sentiu lesão depois de dividida com Di María e foi substituído por Bobadilla. Aos 26, a Argentina ampliou, aproveitando mais uma vez o talento de seu principal jogador. Messi fez a assistência no meio para Pastore, que dominou, chegou na área e chutou cruzado para fazer o gol.

Em seguida, o técnico Ramón Diaz foi obrigado a fazer mais uma alteração, pois Roque Santa Cruz também se lesionou e deixou o campo para a entrada de Lucas Barrios, que acertou para defender Palmeiras depois da Copa América. A Argentina ainda fez novas tentativas, enquanto os paraguaios passaram a arriscar um pouco mais de longe.

A situação não estava fácil para os comandados por Ramón Díaz, até que um erro defensivo deu nova esperança. Aos 42, Bruno Valdez se antecipou ao adversário na saída de bola da Argentina e acionou Lucas Barrios, que recebeu na meia-lua e chutou forte para superar o goleiro Romero. Antes do fim da etapa, Bobadilla também teve boa chance, driblando um marcador na área, mas finalizou para fora.

No segundo tempo, o Paraguai começou pressionando a saída de bola, mas foi castigado logo aos dois minutos. Pastore arrancou em velocidade e tocou na esquerda para Di María, que chega com liberdade e finaliza cruzado para fazer o gol.

A Argentina não diminuiu o ritmo e marcou mais um aos sete minutos. Messi ganhou de Cáceres, deixou Aguillar para trás, passou por entre as pernas de Bruno Valdez e tocou na esquerda para Pastore, que chutou em cima do goleiro. O rebote sobrou para Di María, que chutou para o gol aberto.

A equipe em vantagem continuou dominando e transformou o resultado em uma goleada histórica. Aos 34, Di María recebeu pela esquerda e cruzou na cabeça de Agüero, que mandou para a rede. Pouco depois de ter balançado a rede, o atacante deixou a partida para a entrada de Higuaín, que não demorou a deixar sua marca. Aos 37, Messi tabelou na meia-lua e, mesmo caído, fez o passe na área para Higuaín, que mandou para a rede.

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