FUTEBOL INTERNACIONAL: Com show de Neymar, Iniesta e Suarez, Barcelona atropela o Real Madrid

NEYMAR COMEMORA O GOLAÇO DE INIESTA, O TERCEIRO NO CLÁSSICO
BARCELONA - A expectativa sobre a presença de Leonel Messi no clássico era grande. Ele acabou ficando no banco de reservas e entrando aos 11 minutos da etapa final. O Barcelona não precisou de seu camisa 10 para passar por cima do Real Madrid, em pleno Santiago Bernabéu, casa do seu maior rival por 4 a 0, com gols de Iniesta, Neymar e Suárez. Os três estava inspiradíssimos. O brasileiro marcou uma vez, assim como o espanhol, enquanto o uruguaio deixou sua marca duas vezes, abrindo e fechando a goleada.
O triunfo sobre o maior rival representa mais do que apenas três pontos, os catalães foram a 30 pontos, na liderança da Liga Espanhola, abrindo seis de vantagem do próprio Real Madrid. 
O Santiago Bernabéu foi preparado como nunca para receber o Clássico deste sábado. Devido aos atentados de Paris, na sexta-feira da semana passada, o sistema de segurança foi o maior já implementado em uma partida de futebol - quase 2.500 agentes de segurança, entre contratados pelo Real Madrid, membros da Guarda Espanhola e do município.
O maior contingente de segurança da história tinha um objetivo: proporcional aos torcedores tranquilidade para verem os maiores protagonistas dentro de campo.
Só que a escalação do Barcelona já tirou uma das estrelas logo de cara - Lionel Messi, ainda recuperando-se da lesão no joelho, ficou no banco de reservas; Sergi Roberto foi o eleito por Luis Enrique para formar o trio de ataque com Neymar e Luis Suárez.
No Real Madrid, o técnico Rafa Benítez optou por uma escalação ofensiva: James Rodríguez ocupou a vaga de Casemiro no meio-campo, e o trio BBC voltou ao ataque, com Benzem recuperado de uma lesão muscular.
Antes da bola rolar, uma bonita homenagem às vítimas dos atentados na França: uma bandeira do país foi estendida na arquibancada, enquanto o hino nacional francês, La Marsellaise, era executado no piano, com todos os jogadores e treinadores em campo perfilados em campo.
Com a bola rolando, enfim, a primeira boa oportunidade foi de Neymar. Aos 7 minutos, o brasileiro recebeu pela esquerda e chutou por sobre o gol de Keylor Navas. O lance mostrou um problema que se repetiria no decorrer do jogo - a falta de coesão entre a linha de zagueiros e a de meio-campistas do Real Madrid.
Foi assim que surgiu o primeiro gol. Aos 11 minutos, depois de uma longa posse de bola em que fez o Real Madrid adiantar sua marcação, o Barcelona atacou com Sergi Roberto; o meio-campista encontrou Luis Suárez, que tocou na saída de Navas.
O domínio do Barcelona era evidente na posse de bola e nas chances criadas. No Real Madrid, Garreth Bale estava desaparecido, e Cristiano Ronaldo e James eram os que tentavam criar - sem muito sucesso - as principais oportunidades.
O segundo gol dos catalães poderia ter saído quando Sergi Roberto recebeu na marca do pênalti e chutou por cima, ou quando Navas fez boa defesa em falta cobrada por Neymar. O Real, mesmo inferior, teve a chance do empate aos 38 minutos com Benzema, mas o francês falhou na conclusão.
Poderia ter sido pior. Aos 46 minutos, Neymar avançou pela esquerda e cruzou para Suárez no meio da área. O chute do uruguaio parou na cabeça de Marcelo, que salvou em cima da linha.
No início do segundo tempo, o Real Madrid deu mostras de que poderia reagir. Marcelo e James Rodríguez criaram boas chances logo nos minutos iniciais, mas o chute do brasileiro foi pra fora, e o colombiano parou nas mãos de Claudio Bravo.
Só que o Barcelona reagiu rápido ao melhor início do rival. E aí, deu o golpe que faltava para encaminhar a vitória. Aos 8 minutos, Iniesta avançou mais uma vez pelo descampado no meio-campo do Real Madrid. O capitão tocou para Neymar, que fez o pivô com um toque de letra - a jogada terminou num chute preciso de Iniesta, no ângulo: 3 a 0. 
Os donos casa, totalmente abatido, quase diminuiu com Cristiano Ronaldo. Mas parou no ótimo Claudio Bravo.
Aos 29 minutos, em outro ataque do Barcelona com marcação deficiente dos madrilenhos, Suárez saiu frente a frente com Keylor Navas. O uruguaio teve tempo para preparar o chute com calma, e o disparo, suave, passou por sobre o goleiro costarriquenho. O Barcelona goleava o Real Madrid. Mais do que isso, dava uma aula de futebol.
O Real Madrid se agoniava. Nos melhores ataques, parava em Claudio Bravo. E, quando defendia, era envolvido pelos passes rápidos e dribles do rival. Aos 40 minutos, Isco perdeu a cabeça e chutou Neymar. Levou o cartão vermelho direto. Atitude que simbolizou a noite de sábado no Bernabéu: um Real humilhado, e um Barça cada vez melhor.




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