VÔLEI: A Seleção de Vôlei Feminina do Brasil ganha o Grand Prix, pela décima segunda vez.

AS BRASILEIRAS VENCERAM AS ITALIANAS POR 3 SETS A 0
NANJING (CHINA) - A Seleção Brasileira Feminina de Vôlei é campeã do Grand Prix pela 12ª vez. Em um jogo de cinco sets, na manhã deste domingo (6/8), as brasileiras bateram as italianas por 3 sets a 2 na decisão do Grand Prix que aconteceu em Nanjing, na China e ficaram no lugar mais alto do pódio pela décima segunda vez na história do torneio. As parciais foram de 26/24, 17/25, 25/22, 22/25 e 15/8.
Com um time repleto de caras novas, com apenas duas remanescentes da Olimpíada do Rio de Janeiro, Natália e Adenízia, o Brasil conseguiu se reinventar após a estreia com derrota diante da China, na fase final. A campeã em Londres 2012, Tandara, que ficou fora em 2016, foi uma das peças fundamentais para a mudança de postura da equipe comandada por José Roberto Guimarães na sequência do torneio.
O Brasil começou o jogo com o mesmo time que terminou a semifinal contra a Sérvia com Drussyla no lugar de Rosamaria e Adenízia e Bia como centrais junto com Tandara, Natália, Roberta e a líbero Suellen. Assim como no jogo anterior, a formação começou muito bem a final, chegando a abrir 7 a 3 e depois 9 a 4 no placar.
A Itália, no entanto, foi reagindo e passou na frente na reta final do primeiro set, chegou a fazer 21 a 19 numa bola virada por Egonu, depois 22 a 20 numa bola de segunda da levantadora Malinov e 23 a 21 quando Natália foi bloqueada. Apesar da desvantagem, o Brasil teve frieza para virar o placar e fechar a parcial em 26 a 24 num ataque para fora de Egonu.
No segundo set, a Itália voltou à quadra disposta a empatar o jogo e liderou o placar desde o começo. O Brasil manteve a partida equilibrada até 13 a 11 para as italianas, que a partir daí dispararam na frente para fechar com tranquilidade em 25 a 17 no ponto marcado por Bonifacio.
A facilidade com que a Itália terminou a parcial anterior fez José Roberto Guimarães mudar o time novamente. Gabi entrou como líbero no lugar de Suellen e o Brasil começou bem de novo, chegando a 5 a 4, mas levou quatro pontos seguidos. O 8 a 5 adverso no placar fez o treinador mexer de novo e colocar Rosamaria na vaga de Drussyla.
A alteração surtiu efeito imediato e a Seleção Brasileira reagiu para empatar em 9 a 9. Aos poucos, no entanto, a Itália disparou de novo e chegou a 18 a 11. A desvantagem não desanimou as jogadoras, que conseguiram uma virada incrível.
O Brasil fez seis pontos contra dois da Itália e enconstou em 20 a 17 quando Rosamaria foi para o saque. Dois pontos seguidos de ace da ponteira colocou a Seleção de novo o jogo. As italianas tinham apenas um de vantagem: 20 a 19.
Com a aproximação perigosa do Brasil, a levantadora Malinov resolveu apostar em Egonu. Na primeira bola, ela foi bloqueada por Bia. Depois, atacou para fora. E, na sequência, foi bloqueada por Natália. A Seleçao Brasileira estava finalmente na frente: 22 a 21.
Para chegar ao set point, Tandara cravou bonito a bola no chão e Egonu foi bloqueada outra vez, agora por Adenízia. Com 24 a 22, faltava um pontinho para que o Brasil fizesse 2 a 1. Foi a vez da Itália atacar. Malinov desistiu de Egonu e acionou Lucia Bosetti. O resultado, no entanto, foi o mesmo: bloqueio de Adenízia: 25 a 22 para a Seleção Brasileira.
Para o quarto set, José Roberto Guimarães voltou com Carol no lugar de Adenízia e o set começou da mesma maneira que o anterior com a Itália liderando o placar e disparando na frente para chegar a 19 a 12. O Brasil voltou para o jogo com um ataque para fora de Egonu seguido por três pontos de bloqueio de Natália, Tandara e Carol para diminuir para 19 a 16. Apesar de ter encostado, a Seleção Brasileira não conseguiu ultrapassar. As italianas chegaram ao set point com 24 a 19, três deles foram salvos, mas as europeias fecharam a parcial num ataque de Egonu para fazer 25 a 22.
A expectativa era de um tie-break muito duro por tudo o que tinha acontecido nos quatro sets iniciais, mas a Seleção Brasileira sobrou no momento de decidir o jogo. Na primeira parada técnica, a equipe já vencia por 8 a 3, uma diferença enorme numa parcial mais curta. No ataque de Tandara, o Brasil fez 12 a 5 e ficou bem perto do título para fechar em seguida em 15 a 8.

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